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PRÁTICA DO FUTEBOL POR MULHERES PDF Print Email
  
Segunda, 21 Junho 2010 16:19

PRÁTICA DO FUTEBOL POR MULHERES FAZ AUMENTAR LESÕES DO JOELHO

 

 

Há mais que o dobro de lesões do ligamento cruzado por hora de futebol praticado nas mulheres que nos homens.

 

A crescente adesão das mulheres à prática do futebol vem chamando a atenção das autoridades médicas para um número que também vem aumentando na mesma proporção: o de lesões do joelho.

 

Estatísticas apontam que há mais que o dobro de lesões do ligamento cruzado – muito importante na articulação do joelho – por hora de futebol praticado nas mulheres que nos homens. Nos tempos da Marta “Melhor do Mundo”, esses dados, até então um problema que preocupava apenas os craques homens, como Raí, Zico e Nilmar - todos tendo sofrido lesões no ligamento cruzado –, agora passam a ser também motivo para tirar o sono das jogadoras mulheres.

 

Posturas machistas à parte, os dados vêm chamando a atenção dos médicos e apontando para um problema de saúde pública, uma vez que é conhecida a maior propensão das mulheres para esse tipo de problema.

 

De acordo com o médico ortopedista, Dr. Eduardo Luis Cruells Vieira, do Centro Avançado de Ortopedia de Sorocaba, as próprias características físicas da mulher as torna mais suscetíveis a lesões do ligamento cruzado durante a prática de esporte de impacto, como o futebol. Segundo o especialista, as principais características da mulher que refletem no maior risco de lesões são: maior frouxidão ligamentar (flexibilidade); tendência em ter o joelho valgo (em formato de X) e o formato anatômico da articulação com estreitamento.

“Existe também a característica hormonal da mulher que colabora para essa estatística. Vários estudos indicam que, durante determinada etapa do ciclo menstrual, existe maior chance de a mulher ter lesões do joelho”, afirma Dr. Eduardo.

 

Ele explica que vários procedimentos promovem a prevenção de lesões do ligamento cruzado nas mulheres, como, por exemplo, treinamento de equilíbrio, que minimiza os riscos. Nos casos extremos, o tratamento deve ser a cirurgia, assim como no homem. “Hoje, existem técnicas cirúrgicas extremamente avançadas, como a artroscopia, que promovem a recuperação muito rápida da atleta ou do atleta, em conjunto com acompanhamento médico e fisioterapia adequada”.

 

 

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